ENTALHADORES: António José Pereira (1786); José António da Cunha (1786). PEDREIROS: André Lopes (1747); Domingos de Castro (1737); Francisco Torres (1737); Joseph Pereira Braga (1743); José de Carvalho (1777).
Cronologia
1114 / 1122, entre - doação da herdade do couto de São Faustino por D. Teresa a D. Hugo, Bispo do Porto;
1240 - doação da herdade pelos bispos do Porto a Martim, Miguel do Mato, Gomes Pais, Maria Gosendo e outros que pagavam de renda anual a sexta de pão e o quarto de vinho e do linho;
1287 - referência à vila do Peso neste couto, parecendo tratar-se de duas povoações, o Peso com orago de São Francisco e a Régua com orago de São Prisco;
séc. 17, finais - o couto de Peso da Régua, com jurisdição real, tem a freguesia de São Faustino;
séc. 18 - São Faustino da Régua pertence ao concelho de Penaguião, tem termo próprio, constituído pela aldeia de Remosthias e Régua e possui juiz ordinário a exercer todas as funções da Câmara;
1727, 14 fevereiro - data dos estatutos da confraria do Menino Deus;
1735, 26 outubro - na capela do Espírito Santo, faz-se escritura entre os fregueses da igreja de São Faustino e o reverendo Arcediago da Régua, João de Sousa Lima Alcoforado, para construção de duas igrejas; a de São Faustino, já demolida, seria reedificada no Peso da Régua, no sítio do Poeiro e uma outra para lá do ribeiro de Jugeiros, no sítio do Pedregal, ou outro mais conveniente à população, desde que se obtivesse licença do ordinário; decide-se erguer duas igrejas devido às queixas da população de não poderem receber os sacramentos devido à distância entre os lugares e a paróquia e ao ribeiro ser caudaloso no inverno, sendo arriscada a sua travessia; apenas se demolira a nave, usando-se a pedra para tapar o arco triunfal de modo que a dizer-se missa na capela-mor aos moradores da Régua, e a restante seria utilizada nas duas igrejas; a população obriga-se a construir as duas igrejas no prazo de quatro anos e os futuros consertos das capelas-mores ficam a cargo do Arcediago, seu padroeiro;
1736 - medição da futura paroquial no sítio do Poeiro, pelo juiz e eleitos, tendo o cuidado de deixar a estrada com "capacidade para o adro";
1737, 18 novembro - escritura de arrematação da obra de alvenaria e cantaria da igreja de Peso da Régua, pelo mestre pedreiro Francisco Torres, da freguesia de São Martinho, da comarca de Guimarães, que para tal obra faz sociedade com o mestre pedreiro Domingos de Castro, da freguesia de Santa Marta de Monte Longo, da mesma comarca; o juiz da igreja, Diogo Pereira Carneiro faz-se acompanhar pelos representantes dos eleitos do povo e nobreza; a obra é arrematada por 11 mil cruzados e 200$000 e deveria estar pronta após três anos, sendo o mestre pago mensalmente, recebendo inicialmente 20 moedas; os moradores mandariam fazer os alicerces, abertos em escadão, e dar-lhes-iam as pedras da Capela do Espírito Santo e metade da igreja antiga do sítio da Régua, ficando a outra metade para tapar o adro e o arco da capela-mor; cediam ainda a casa da Câmara para se recolherem, juntamente com os seus oficiais; depois de concluída, a obra seria vistoriada por dois outros mestres que verificariam se estava conforme a planta e apontamentos;
1738, 10 junho - Pio VI concede ao altar da imagem do Menino Deus o indulto para ser privilegiado para sempre;
22 dezembro - D. João V concede-lhe real beneplácito;
1741, 18 janeiro - escritura da obra pelo tabelião Jorge Soares de Castro;
1743, 20 junho - escritura de contrato e obrigação com o mestre pedreiro José Pereira Braga, natural de Braga, para fazer alguns acréscimos que anteriormente não haviam sido arrematados, impondo que cada carro de pedra tosca fosse paga a 2 cruzados;
1747, 07 março - escritura de abonação da obra que faltava na igreja nova de Peso da Régua, por José Pereira Braga, agora assistente na vila; o mestre comprometia-se a concluir a obra num ano, recebendo mensalmente;
09 março - escritura de fiança para a mesma obra que arrematara com André Lopes, por 2000 cruzados e 395$000; os alicerces teriam 15 palmos de largura até às primeiras soleiras e, a partir daí, as paredes teriam 10 palmos de largo; levaria uma abóbada de tijolo com cinco arcos repartidos e as paredes seriam de cal rasada; a capela-mor teria 20 palmos e a casa da fábrica, do mesmo tamanho, com 15 palmos de altura; desta obra estavam excluídas as grades de ferro;
1757 - o cura da Régua, apresentado pelo Arcediago da Régua, informa que a igreja se "andava construindo", e os seus altares não estavam construídos;
1769 - o Visitador da Relação de Sobre Tâmega informa que "a igreja se anda fazendo", informando que a sua construção havia principiado há mais de 20 anos;
1760, 22 julho pedido de confirmação dos estatutos da Irmandade do Santíssimo Sacramento, sendo-lhe passada imediatamente pelo Mestre Fr. Aurélio de Santo Thomaz, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, provisor e ouvidor dos Coutos da Mitra do bispado do Porto;
1777, 03 julho - escritura para conclusão das obras entre o juiz da igreja, D. José Pinto Homem Castel Branco, e os irmãos da Confraria do Santíssimo com o mestre pedreiro José de Carvalho, da vila de Guimarães, o qual receberia 300$000 trimestralmente;
01 setembro - início das obras;
1786, 10 maio - escritura para as obras de talha, entre o juiz da igreja José Pinto Homem Castel Branco e o mestre entalhador António José Pereira, de Mesão Frio, que fizera sociedade com o entalhador José António da Cunha, de Guimarães; é fiador o mestre "enxamblador" Luís Lourenço; o mestre José António da Cunha arremata a obra de "intalha" e a "factura" da tribuna da capela-mor, dos quatro altares colaterais e grades do coro por 1:000$000, segundo os apontamentos e risco que ele próprio fizera; quando começasse as obras dos altares e grades do coro, receberia 200$000, 400$000 quando começasse a tribuna e os restantes 400$000 quando totalmente acabadas e entregues; antes do último pagamento, a obra teria de ser inspecionada por mestres da mesma oficina e, caso não estivessem conforme o risco, seriam emendadas à custa do mestre arrematante e sócio;
1852, 27 setembro - colocação da primeira pedra para a construção da torre sineira, com a forma de pia e onde são lançadas moedas de ouro, prata e cobre correntes na época; a praga da filoxera neste mesmo ano leva aos fregueses deixarem de concorrer para a obra;
1879, janeiro - dá-se finalmente início à obra de construção da torre sineira mas, devido à falta de recursos, terminam ao nível da segunda cornija;
1888 - conclusão da torre, tendo-se importado a última folha de despesa da mesma em 11$355;
2013, 18 março - publicação do Anúncio n.º 1288/2013, DR n.º 53, 2ª série, relativo à requalificação urbana da zona envolvente da Igreja Paroquial de Pêso da Régua, com execução de infraestruturas, de pavimentação e dos respetivos equipamentos de sinalização e segurança e, instalação de equipamento e mobiliário urbano.
Bibliografia:
PALAVRAS, Armando, Os Tectos de Penaguião e a Gloriosa Virgem Maria de Oliveira, Sep. de Estudos Transmontanos, vol. 10, s.l., s.d., pp. 75-100; IDEM, Peso da Régua... no coração do Douro, Terra Quente, 15 Novembro 2002, p. 9.
Autor e Data:
Paula Noé, 2003"
Número IPA Antigo: PT011708070037
In http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=12156
[r.2025.12.27 - Monteiro deQueiroz]
Eduardo José Monteiro de Queiroz - Monteiro deQueiroz - por MdQ - dQz


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