GODIM & DOM SANCHO I : 1205 & 1210
[Facto Histórico estudado e desenvolvido #porMdQ]
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Godim e as suas origens medievais. O papel fundacional de D. Sancho I, o Povoador.
O mais antigo registo documental conhecido de Godim remonta ao início do século XIII e insere-se diretamente na política de organização territorial conduzida por D. Sancho I. Longe de ser um episódio isolado, a intervenção régia corresponde a uma estratégia consciente de consolidação do povoamento, valorização agrícola e estruturação jurídica das pequenas comunidades do interior duriense.
INSTITUIÇÃO DO CONCELHO MEDIEVAL DE GODIM
FORAL DAS TERRAS DE GODIM
(do Reguengo de Godim)
Em Maio de 1205, o monarca concede carta de foro aos povoadores do Reguengo de Godim, garantindo-lhes o usufruto do regalengo para si e para os seus descendentes. O diploma define igualmente as obrigações económicas tradicionais, fixando rendas proporcionais sobre a expansão produtiva: a quinta parte das novas terras arroteadas e a terça parte das vinhas recentemente plantadas. A presença explícita da vinha neste primeiro documento revela que a viticultura já constituía o eixo essencial da economia local.
[Foral de Godim em
PARENTE, João. (2013). Idade Média no Distrito de Vila Real – Documentos do ano de 568 ao ano de 1278. Vila
Real: Âncora Editora. Tomo I, p.212.]
FORAL DO MONTE ARGEMUNDÃES
(da Herdade do Monte Argemundães / Monte de São Pedro de Lobrigos)
Em Março de 1210, um novo foral confirma e reforça esses direitos. Para além de reiterar privilégios, o texto organiza juridicamente a comunidade, nomeia vizinhos beneficiários - Rodrigo Mendes, o monge Pelaio, Egas Moniz, Rodrigues Peres e Pedro Filho -, delimita o território e estabelece a entrega ao rei da oitava parte de todos os frutos colhidos. Godim surge, assim, não apenas como espaço habitado, mas como unidade administrativa definida, fiscalmente regulada e socialmente reconhecida.
[Sobre o Monte Argemundães em
PARENTE, João. (2013). Idade Média no Distrito de Vila Real – Documentos do ano de 568 ao ano de 1278. Vila
Real: Âncora Editora. Tomo I, p.229.]
Mais do que simples atos administrativos, estas cartas representam o momento fundacional documentado de Godim. É nelas que a localidade passa do estatuto difuso de lugar rural - de um regalengo para o de comunidade juridicamente estruturada, com direitos coletivos, deveres fiscais e fronteiras territoriais claras.
Neste sentido, D. Sancho I assume verdadeira importância fundacional para a história de Godim. Não apenas confirmou direitos:
– fixou população;
– garantiu estabilidade jurídica;
– regulou impostos;
– incentivou o cultivo agrícola, sobretudo a vinha;
– integrou a comunidade na malha administrativa do reino.
Sem estes diplomas régios, Godim dificilmente teria alcançado, tão cedo, coesão territorial e continuidade histórica. A ação de El-Rei Dom Sancho I pode, por isso, ser entendida como o ato político que formaliza o nascimento institucional da freguesia.
Desde então, a identidade local permaneceu ligada aos mesmos elementos já visíveis nesses documentos medievais: terra, trabalho comunitário e vinho. A história de Godim começa, em termos escritos, com a mão régia que lhe deu forma - e essa marca fundadora permanece inscrita na paisagem duriense até hoje.
Godim, 22.02.2026, Monteiro deQueiroz
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"Sancho I de Portugal
Rei de Portugal (1185–1211)
Sancho I (Coimbra, 11 de novembro de 1154 - Santarém, 26 de março de 1211), apelidado de o Povoador, foi o segundo Rei de Portugal de 1185 até sua morte. Era filho do rei Afonso Henriques e sua esposa Mafalda de Saboia. Promoveu e apadrinhou o povoamento dos territórios do país, destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), São Vicente da Beira (1195) e Belmonte (1199), povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e da Borgonha.
VIDA
Quinto filho do monarca Afonso Henriques, foi batizado com o nome de Martinho, por haver nascido no dia do santo Martinho de Tours,e não estaria preparado para reinar; no entanto, a morte do seu irmão mais velho, D. Henrique, quando Martinho contava apenas três anos de idade, levou à alteração da sua onomástica para um nome mais hispânico, ficando desde então Sancho Afonso.” In Wikipédia, [r.2026.02.22 - #porMdQ] - 22.02.2026 - Monteiro DeQueiroz
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"Reconstituição Histórica Digital" - "Trabalho de arte digital que reconstitui e reimagina memórias visuais do passado através de técnicas contemporâneas. Combinando estética vintage com ferramentas de inteligência artificial, este projeto revive cenas históricas e quotidianas transformando-as em postais digitais que celebram a nostalgia e preservam a memória cultural. Uma narrativa visual intemporal que conecta tradição e inovação tecnológica."
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Nota:
Imagem produzida por IA,
sob a orientação de #porMdQ & Idu Ardus vs Dr Chate.IA
Humanos (ainda) aceites...
IduArdus - IA | AI com Monteiro DeQueiroz & Monteiro DeQueiroz II
(#dQz)
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