TERRAS DE PENAGOYÃ : GODYM : REGULA

Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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Godim & Dom Sancho I - Rei de Portugal (1205 & 1210)


GODIM & DOM SANCHO I : 1205 & 1210
[Facto Histórico estudado e desenvolvido #porMdQ]
#PostaisDovro
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#Postal028_26

Godim e as suas origens medievais. O papel fundacional de D. Sancho I, o Povoador.

O mais antigo registo documental conhecido de Godim remonta ao início do século XIII e insere-se diretamente na política de organização territorial conduzida por D. Sancho I. Longe de ser um episódio isolado, a intervenção régia corresponde a uma estratégia consciente de consolidação do povoamento, valorização agrícola e estruturação jurídica das pequenas comunidades do interior duriense.

INSTITUIÇÃO DO CONCELHO MEDIEVAL DE GODIM

FORAL DAS TERRAS DE GODIM
(do Reguengo de Godim)

Em Maio de 1205, o monarca concede carta de foro aos povoadores do Reguengo de Godim, garantindo-lhes o usufruto do regalengo para si e para os seus descendentes. O diploma define igualmente as obrigações económicas tradicionais, fixando rendas proporcionais sobre a expansão produtiva: a quinta parte das novas terras arroteadas e a terça parte das vinhas recentemente plantadas. A presença explícita da vinha neste primeiro documento revela que a viticultura já constituía o eixo essencial da economia local.

[Foral de Godim em
PARENTE, João. (2013). Idade Média no Distrito de Vila Real – Documentos do ano de 568 ao ano de 1278. Vila Real: Âncora Editora. Tomo I, p.212.]

FORAL DO MONTE ARGEMUNDÃES
(da Herdade do Monte Argemundães / Monte de São Pedro de Lobrigos)

Em Março de 1210, um novo foral confirma e reforça esses direitos. Para além de reiterar privilégios, o texto organiza juridicamente a comunidade, nomeia vizinhos beneficiários - Rodrigo Mendes, o monge Pelaio, Egas Moniz, Rodrigues Peres e Pedro Filho -, delimita o território e estabelece a entrega ao rei da oitava parte de todos os frutos colhidos. Godim surge, assim, não apenas como espaço habitado, mas como unidade administrativa definida, fiscalmente regulada e socialmente reconhecida.

[Sobre o Monte Argemundães em
PARENTE, João. (2013). Idade Média no Distrito de Vila Real – Documentos do ano de 568 ao ano de 1278. Vila Real: Âncora Editora. Tomo I, p.229.]

Mais do que simples atos administrativos, estas cartas representam o momento fundacional documentado de Godim. É nelas que a localidade passa do estatuto difuso de lugar rural - de um regalengo para o de comunidade juridicamente estruturada, com direitos coletivos, deveres fiscais e fronteiras territoriais claras.

Neste sentido, D. Sancho I assume verdadeira importância fundacional para a história de Godim. Não apenas confirmou direitos:
– fixou população;
– garantiu estabilidade jurídica;
– regulou impostos;
– incentivou o cultivo agrícola, sobretudo a vinha;
– integrou a comunidade na malha administrativa do reino.

Sem estes diplomas régios, Godim dificilmente teria alcançado, tão cedo, coesão territorial e continuidade histórica. A ação de El-Rei Dom Sancho I pode, por isso, ser entendida como o ato político que formaliza o nascimento institucional da freguesia.

Desde então, a identidade local permaneceu ligada aos mesmos elementos já visíveis nesses documentos medievais: terra, trabalho comunitário e vinho. A história de Godim começa, em termos escritos, com a mão régia que lhe deu forma - e essa marca fundadora permanece inscrita na paisagem duriense até hoje.

Godim, 22.02.2026, Monteiro deQueiroz

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"Sancho I de Portugal
Rei de Portugal (1185–1211)

Sancho I (Coimbra, 11 de novembro de 1154 - Santarém, 26 de março de 1211), apelidado de o Povoador, foi o segundo Rei de Portugal de 1185 até sua morte. Era filho do rei Afonso Henriques e sua esposa Mafalda de Saboia. Promoveu e apadrinhou o povoamento dos territórios do país, destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), São Vicente da Beira (1195) e Belmonte (1199), povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e da Borgonha.

VIDA

Quinto filho do monarca Afonso Henriques, foi batizado com o nome de Martinho, por haver nascido no dia do santo Martinho de Tours,e não estaria preparado para reinar; no entanto, a morte do seu irmão mais velho, D. Henrique, quando Martinho contava apenas três anos de idade, levou à alteração da sua onomástica para um nome mais hispânico, ficando desde então Sancho Afonso.” In Wikipédia, [r.2026.02.22 - #porMdQ] - 22.02.2026 - Monteiro DeQueiroz

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"Reconstituição Histórica Digital" - "Trabalho de arte digital que reconstitui e reimagina memórias visuais do passado através de técnicas contemporâneas. Combinando estética vintage com ferramentas de inteligência artificial, este projeto revive cenas históricas e quotidianas transformando-as em postais digitais que celebram a nostalgia e preservam a memória cultural. Uma narrativa visual intemporal que conecta tradição e inovação tecnológica."

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Nota:
Imagem produzida por IA,
sob a orientação de #porMdQ & Idu Ardus vs Dr Chate.IA
Humanos (ainda) aceites...
IduArdus - IA | AI com Monteiro DeQueiroz & Monteiro DeQueiroz II
(#dQz)


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Régua & Dona Tereza de Leão - Condessa-Rainha de Portucale (1127)


RÉGUA & DONA TERESA DE LEÃO: 1127
[Facto Histórico estudado e desenvolvido #porMdQ]
#PostaisDovro
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#Postal029_26

Dona Teresa e Dom Hugo: os protagonistas da fundação da Régua, antes do Reino de Portugal

Pouca gente sabe que o Peso da Régua, coração do Douro vinhateiro, começou a sua história muito antes do vinho, dos barcos rabelos… e até antes do nascimento do Reino de Portugal.

Tudo começou com duas figuras decisivas do século XII:

Dona Teresa de Leão

Condessa-Rainha de Portucale e mãe de Afonso Henriques, Teresa governava o Condado Portucalense após a morte do marido. Em 1127, exercendo a sua autoridade, doou a igreja de São Fausto e todo o seu território à Sé do Porto, criando o Couto de São Fausto da Régula. Foi um acto de política e estratégia: fortalecia alianças com o clero, assegurava apoio institucional e organizava juridicamente o território. Este gesto ocorreu um ano antes da batalha de São Mamede (1128), que marcaria o início do caminho para a independência e o futuro Reino de Portugal.

Dom Hugo, Bispo do Porto

Aceitando a doação, Hugo tornou-se senhor temporal da Régula. Não era apenas líder espiritual: administrava justiça, recolhia rendas e garantia a organização local. Graças a ele, a doação de Teresa transformou-se numa estrutura durável, a primeira forma estável de autoridade no território que mais tarde se tornaria município.

Juntos, Teresa e Hugo fundaram institucionalmente a Régua, criando a base jurídica e administrativa que permitiria ao lugar prosperar durante séculos. Antes do comércio, antes do vinho, antes do caminho-de-ferro… e antes mesmo de Portugal existir como reino, a Régua nasceu de um pacto entre uma condessa e um bispo.

Um exemplo fascinante de como política e religião moldaram o território português, ainda na fase de formação do país.

[2026.02.23 - #porMdQ] - 23.02.2026 - Monteiro DeQueiroz

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